Dia Mundial do Câncer: conheça os mitos, verdades e como diminuir os riscos da doença

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Diversos eventos são realizados pelo mundo para marcar o Dia Mundial do Câncer, celebrado em 4 de fevereiro. Criada em 2005 pela União Internacional do Controle do Câncer (UICC), a data tem como principal objetivo combater uma série de mitos sobre a doença, além de ajudar a diminuir as dúvidas  sobre o tema. Uma pesquisa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) aponta a ocorrência de 600.000 novos casos em 2019. Entre os mais jovens, o câncer já é a segunda maior causa de morte de pessoas entre 15 a 29 anos, perdendo apenas para “causas externas”, que envolvem óbitos por acidentes e violência.

Você sabia que o câncer já é a primeira causa de morte em 516 das 5.570 cidades brasileiras? É o que aponta um estudo divulgado em 2018 pelo Observatório de Oncologia. O relatório mostra que a maior parte das cidades brasileiras onde o câncer aparece como principal causa de morte está localizada em regiões mais desenvolvidas, justamente onde a expectativa de vida e o IDH (Índice de Desenvolvimento Humanos) são maiores. Segundo levantamento realizado pela Associação Nacional de Hospitais Privados, uma das justificativas para a maior incidência do câncer no Sul e Sudeste é o fato desses locais concentrarem os principais centros de excelência no tratamento da doença e, consequentemente,  possuem maior número de diagnósticos se comparados aos outros estados. Dos 516 municípios onde os tumores mais matam, 80% ficam no Sul (275) e Sudeste (140), enquanto o Nordeste concentra 9% dessas localidades (48); o Centro-Oeste, 7% (34); e o Norte, 4% (19).

Saiba que a doença não tem uma causa única. Há diversos fatores externos (que estão no meio ambiente) e internos (como hormônios, condições imunológicas e mutações genéticas), que podem interagir de diversas formas e provocam o início do câncer. Confira algumas dúvidas comuns sobre o assunto e desmistifique informações erradas sobre a doença:

  • O câncer é hereditário?

Em geral, o câncer não é hereditário, exceto em alguns casos raros, como o retinoblastoma (tipo de câncer no olho que ocorre em crianças). Contanto, existem fatores genéticos que tornam algumas pessoas mais sensíveis à ação dos agentes cancerígenos ambientais. Isso é explicado pois, quando expostas a um mesmo agente, algumas pessoas desenvolvem a doença e outras não.

  • Todo tumor é câncer?

Nem todo tumor é câncer. A palavra tumor corresponde ao aumento de volume observado numa parte qualquer do corpo. Quando se dá por crescimento do número de células, é chamada neoplasia (câncer), que pode ser benigna ou maligna.

  • Adoçantes provocam câncer?

Essa é outra crendice do século XXI. Durante 20 anos, a sacarina foi apontada como uma substância cancerígena. Pesquisadores americanos concluíram que os tumores em ratos, provocados pela sacarina, crescem devido a mecanismos que não são relevantes para as condições humanas. Por isso, a sacarina foi retirada da lista de substâncias cancerígenas que é publicada todos os anos pelo Instituto Nacional do Ambiente e Ciências da Saúde dos Estados Unidos.

  • O tabaco causa apenas câncer de pulmão?

O hábito de fumar é a principal causa do câncer de pulmão, laringe, faringe, cavidade oral e esôfago. Também contribui para o surgimento do câncer de bexiga, pâncreas, útero, rim e estômago, além de algumas formas de leucemia.

  • Amamentar protege o peito do câncer de mama?

Quando uma bebê mama, as células mamárias ficam ocupadas com a produção de leite e se multiplicam menos, o que reduz o risco de contrair a doença.

É importante destacar que muitos tipos de câncer podem ser evitados, como os cânceres causados pelo tabagismo, bebidas alcoólicas ou relacionados à dieta alimentar. Outros, como o de mama, próstata, colo de útero, reto, testículo, língua, boca e pele, podem ser detectados no início, quando se faz a prevenção a partir de exames específicos.

Precisa de mais informações? O site do  Inca dá dicas importantes de como prevenir a doença. E lembre-se: quando diagnosticado no início, o câncer tem maiores chances de cura. Por isso, tenha em mente a importância de um diagnóstico precoce!